terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sem mais!


Estou farta dessa juventude clichê. Farta de olhar para casais ou grupo de colegas, e conseguir ver claramente o desejo exaltando no brilho dos olhos de cada um. A união é lubrificada pelo carinho por aquilo que se tem, o companheirismo é mantido por aquilo que recebes em troca. Essa busca por status, superioridade, está realmente me cansando. Não aguento ver como as atitudes contradizem com as palavras antes ditas. Está, cada vez mais, ficando insuportável essa hipocrisia que fazem, sim, questão de manter, achando que estão enganando a todos quando desfilam com seus namorados-troféus pelo colégio ou qualquer outro lugar; quando desfilam com aqueles que têm grande valor material. Essa forma de encarar as coisas, pensamentos tão infantis; isso tudo polui qualquer mente disposta a tentar compreender o que se passa nessa nova sociedade repugnante, e sem dúvida alguma, retarda todo e qualquer tipo de evolução que poderia existir. Há um nó na minha garganta: um turbilhão de palavras que batem diversas vezes em meus lábios querendo sair; palavras as quais sou obrigada a engolir com medo dos absurdos que poderia ter como resposta. Tenho medo, tenho muito medo do que há por vir.

sábado, 25 de setembro de 2010

Mundo Interno


Mundo Interno


Eu tenho um mundo dentro de mim. A minha ingenuidade que o fez. Os sentimentos fraternos de amizade, amor, carinho foram os materiais essenciais para a construção das casas e prédios que o comporão. Em cada uma dessas moradias eu guardava uma pessoa que a mim significava alguma coisa. Nos edifícios mais altos habitavam as pessoas que eu mais gostava e que eu tinha um enorme apreço. Logo, toda alegria que surgia diante de tal fraternidade, levianamente, fez emergir nesse mundo praças, parques, bosques... Até mesmo o arco-íris. Tudo muito do perfeito até o aprendizado nascer. Inimigo da ingenuidade, com ela, veio a brigar.

Sem perceber, cresci enquanto presenciava edifícios desabando sem entender o porquê de tudo aquilo. Eu não queria que em ruínas as casinhas lá em baixo também desmoronassem. Inevitável. Corroia tudo e eu só sabia questionar mesmo sem ter respostas, só fazia isso. Por que eu chorava? Era esse o preço que devia ser pago por todos os sorrisos dados por ter aquele mundo perfeito dentro de mim? Se assim foi, secou-me a fonte do líquido da tristeza pagando mais do que eu devia.

Olhares em branco. No meu interior, fragmentos incontáveis. Fluídos delineavam o que havia restado daquele mundo. Fluídos de força? Só sei que me fortaleci quando me vi na situação de reconstruir tudo à espera de novos habitantes. Ingenuidade dando sinal de vida outra vez. A cada construção, mais cautela. Porém, nada adiantou. Efeito dominó. Cada desastre um pior que o outro. Foi quando percebi que o erro não estava nas obras, mas sim em quem nelas habitaram. Fim da ingenuidade e de materiais de construção.

Mundo vazio. Quem habitava ali, acolá ou aqui? Embaixo dos escombros ficaram as lembranças e eu não quero revirar nada para responder. Deixa ela assim.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


Eu não falo de dor. Eu falo dessa sensação estranha que é não sentir nada.

My niece.

Se todos se importassem e ninguém chorasse
Se todos amassem, e ninguém mentisse
Se todos compartilhassem e engolissem seu orgulho
Nós veríamos o dia que ninguém morreria

If Everyone Cared - Nickelback

domingo, 19 de setembro de 2010

.

Estávamos correndo nos trilhos da linha do trem aquele dia. Eu podia ouvir o apito fraco do mal adentrar em meus ouvidos, mesmo assim, eu estava lá pra te proteger, envolver e não deixar que nada causasse um arranhão se quer em tua alma. Fomos um conto de fadas desde início de julho. Nós sabíamos que chegaríamos longe. Nós sempre fomos os melhores pretendentes um para o outro. Você a partir daquele mês passou a ser meu manual de boa conduta. Eu fazia questão de ler-te e buscar o significado dos seus sorrisos, enlaçados com meu humor árduo e sem graça. Desde o primeiro dia em que te vi até o completar de meses, a força da gravidade foi se esgotando, dando-me a impressão de que eu flutuava. Grande responsabilidade. Seus sonhos estavam amontoados em minhas mãos e facilmente eu conseguia realizá-los, praticá-los contigo sem algum esforço, tão naturalmente, pois seu encanto era tamanho o que tornava os desafios tão pequenos. Descuidei-me do peso em minhas costas, mesmo que aparentasse leveza, era algo leve por um tempo determinado. Os dias passaram a exigir tanto de mim que num descuido, desviei-me de ti enquanto o trem parava e pessoas adentravam naquela condução. Uma delas eras tu. Estava tão cheio, fora de mim que depois de dias fui percebendo o quão tarde era para recordar da sua pessoa. Comecei a sentir sua falta cada vez mais com o passar de cada minuto, segundo, o que deixava minhas noites tão claras contigo no pensamento e os dias tão escuros, exausto com tanto trabalho e sem esperanças de trombar contigo durante à noite. Hoje, lamentações fervem em minhas veias, estando com seus sonhos levemente amassados em minhas mãos, movimentando os olhos ao te ler depois de tanto tempo, o que faz brotar um mar de culpa em meu peito agora. Eu só queria te dizer que tenho saudades do lago, do ar da noite que era diferente por estar em tua companhia, do seu sorriso que me fazia enxergar grandes possibilidades e até mesmo o impossível. Sinto falta da segurança de estar em seus braços, do teu calor, da tua voz. Tenho saudades daqueles dez segundos em que eu ficava em silêncio e você me perguntava o que eu estava pensando. Tenho saudades das vezes em que te falava que estava com frio e que te queria um pouco mais perto para que assim você me esquentasse. Sinto saudades de viver, porque eu me sentia viva com você, a cada segundo ao seu lado. Mas agora que todos os sentidos estão perdidos, eu sinto sua falta, mais do que você jamais poderia perceber. Estou sendo honesta, assim como tu dizias que nós tínhamos um longo caminho até a eternidade, assim como eu era, quando dizia que te amava e que hoje torno a dizer o mesmo... eu te amo.

-
Nenhuma palavra a mais, nem a menos. Isso era tudo que eu precisava ouvir de você

e um pouco mais de Caio.

"Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar....esquece, posso ligar para ver o nascer do sol no Ibirapuera às cinco da manhã. Já fiz isso, inclusive."

sábado, 11 de setembro de 2010

?

Apenas queria poder ter respostas para algumas perguntas que sei que nunca vão ser respondidas de uma forma que me satisfaça - sem gerar dúvidas - nesse mundo. Até porque todo mundo aqui é igual, ninguém é mais capaz que ninguém, ao meu ver. Infeliz daquele que diz ser ilimitado, porque o limite mesmo chega quando o último batimento de um coração dá adeus e toda sua matéria se decompõe num chão em que muitos já se decomporam.

- Porque temos a necessidade de nos apegar a pessoas, sendo que depois elas vão embora?
- Animais, aves, plantas morrem diariamente pra eles existe um "céu"?
- Qual o sentido da vida?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

individualismo é a palavra .

Acho que não vou atrever-me a escrever um livro. Nesses últimos dias vim juntando peças desconhecidas de um quebra-cabeça no pensamento. Tudo culpa dessa monotonia e desse tédio! Acho que todo mundo já se pegou em um momento assim: fantasiando um mundo antes de dormir - enquanto o sono não chega - pra poder pregar os olhos e dormir 'bem', meio que sem preocupações. Eu fazia isso no Ensino Fundamental, hahaha. Rendeu-me caderninhos com historinhas bobas que geram-me boas gargalhadas sendo lidas em tempos atuais. Você já imaginou como seria o seu mundo perfeito? Não falo de surrealidade, de fantasia, falo do carnal, racional, como se você pudesse dominar os teus próximos minutos, o amanhã mesmo sem querer... Excluindo a perfeição do dicionário e reunindo nele os defeitos e qualidades de tudo... seus, dos outros e do mundo! Podendo assim mover-se nessa reta, do zero pra esquerda ou direita, contanto que sintas que deu um passo e que saiu do lugar, ao contrário do que é sentido conforme damos passos nesse mundo banal. Enfim, como estou precisando treinar redação, caiu como luva esses fragmentos no pensamento. :-)

Aproveitar pra falar mais, rss. Internet vem perdendo cada vez mais sua graça (se ainda ela tiver). Acho que já estou idosa pra essas coisas. Não consigo ficar mais que alguns minutos no MSN, sei lá. As pessoas mudam. Conseqüência disso é eu mudar também, não ter mais assuntos, curiosidade em saber como estão, se cada vez mais o individualismo domina as pessoas que me cercam. Não sou de lamentar. Acho isso mais que normal. Cada um sabe da sua importância pra mim, só revirar as lembranças que estão mais do que vivas. Só que, se ninguém quer olhar pra trás, porque eu o faria?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

é o mundo.


Parece que tudo que era certo se tornou idiota e tudo que era supostamente errado se tornou legal. Depois dizem que a irracionalidade está nos animais. Mas parece que ninguém vê. O mundo está ficando do avesso.
Como é estranho, presenciar isso não estando no bolso dele. Sério, não consigo me dissolver diante certas coisas. Mesmo sendo tão grande, extenso e cheio de gente, esse mundo é tão pequeno, desvalidado. Dele, apenas o silencio me agrada.


Ao nascer eu era centenas
Vivendo passei a ser dezenas
Hoje sou unidades que vivem para outras unidades,
Unidades que estão começando a dançar no ritmo do mundo
Ritmo do qual eu não sei dançar
Ritmo do qual me recuso ouvir.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

e.. só me resta esperar..

Se as pessoas foram tirar conclusões sobre meu estado de espírito apenas por ler meus textos, terá uma percepção erronea de como eu realmente estou. Eu estou bem. Extremamente bem internamente. Minha paz de espírito só tendeu a aumentar nos últimos meses. Eu amo ficar sozinha, mesmo que na companhia de lembranças, que já enjoaram o reflexo dessa minha monotonia. Contudo, aos poucos elas estão tomando o seu caminho. Como roupas sujas que foram lavadas e estão no varal esperando secar para serem guardadas no baú de velharias. Aos poucos, estou renovando o meu guarda roupa...

Eu briso quando tô nesse espaço em branco, uahueah.
Quero férias logo! Fico com invejinha quando ouço comentários de outras pessoas com relação a livros que eu quero ler. Carência de literatura e falta de tempo pra matá-la. Só me resta esperar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Welcome to my enchanted world.


Talvez essas palavras não sejam suficientes para tirar-te um sorriso. Estive sorrindo o tempo todo por dentro desde que sua essência havia tomado de conta desse meu mundo escuro. Eu te agradeci várias vezes com um sorriso do qual você não viu... Agora existe um mundo feito de gratidão que estou pondo em suas mãos, pegue-o, ele é seu.

Uma parada de ônibus e o desejo de voltar pra casa, você até então um garoto qualquer que disse não. Nas suas mãos meu album de fotografias que eu poderia ter queimado a um tempo. Da sua boca palavras doces, aparentemente descartadas pelo meu coração devido o pouco tempo. A razão havia tomado conta de mim naquele momento, mas o sentimento fez com que tudo aquilo que você disse, mesmo atrasado chegasse intacto de forma a confortar meu coração. Confissões agora eu faço, porque naquele momento não tive coragem de fazer. A razão havia tomado de conta da minha boca, mas meu coração rejeitou suas desculpas, porque não eram necessárias, perdão. Seu diário em minhas mãos e o meu album de fotografias nas suas. Linhas escritas em códigos, os quais eu conseguia entender, como és lindo, pensei sozinha. Aquela essência diferente ofuscava a realidade daquela cidade morta. A melodia de um violão brotava na minha imaginação acompanhada de suas palavras ditas na realidade. Era uma música, aquele espaço não era daquela cidade, pois não estava morto. Eu pensei: Como você pode fazer isso? Meu ônibus a muito tempo já havia passado, já não tinha como voltar pra casa. Uma mochila aberta e um mapa em suas mãos onde me levaria até a cidade dos meus sonhos, Delaware. Alguns passos, um carro, uma porta aberta. Você lá dentro e uma cidade morta aqui fora. Duas estrelas cadentes no céu surgiram, dois desejos. Ouvir o resto da sua canção e outro de seguir viagem com você. O meu coração tomou de conta dos meus pés, meus olhos já estavam a refletir no retrovisor do seu carro. Você disse que gostava de dirigir à noite. Enquanto você falava o mundo parecia outro do outro lado da janela. O relógio girou tão depressa, que os dias de viagem se foram em minutos. Bem vindo a Delaware, meus pés já estão fora do carro.

- Você não vai descer?
Bem vindo ao meu mundo encantado.