
Derramei lágrimas de uma fonte em escassez, feridas em cicatrizes. Eu pensei que havia me tornado indolor pelo excesso de tanta dor, se tornou apenas uma anestesia que acabou, e na loucura por aliviar tudo dobrei a dosagem desse remédio e tudo piorou. O excesso desse remédio age ao contrário de sua dosagem certa. Essa droga vicia e sempre cobro as melhores sensações por usá-la. Mas essa droga é viva, essa droga se chama amor. Não posso viver sem ela. Salva-me, mesmo que não aja uma salvação para essa minha doença. O impossível me dá a mão, talvez seja uma alucinação, mas no ápice do sentir, o vejo. Mas tudo se apaga quando o efeito dessa droga passa e o possível se torna tão díficil. Salva-me desses delírios sem lógica, salva-me de mim mesma. Eu digo que me encontrei e que voltei. Porque tem gente que vai e volta, mas talvez isso seja apenas delírio de alguém que esteja perdida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário